Artigo: 12 dicas para a sua empresa se destacar nas redes sociais.

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Certos cuidados são imprescindíveis na administração das páginas nas redes sociais.

A atuação das empresas nas redes sociais está cada vez maior. Marcas dividem espaços com os usuários e criam estratégias para interagir com eles por meio de comentários, curtidas, retuitadas, compartilhamentos ou, simplesmente, para aumentar o número de seguidores. Esta aproximação, no entanto, não é tão simples quanto postar alguma mensagem em seu perfil pessoal. De acordo com os especialistas em mídias sociais e professores da ESPM, Gil Giardelli e Pedro Waengertner, as companhias devem tomar alguns cuidados na comunicação via mídias digitais.

Conheça 12 dicas para fazer da sua página um veículo interessante para os seus clientes:
 Transparência

A comunicação na internet é multilateral, ou seja, a empresa deve ter conhecimento que não serão apenas elogios e mensagens bondosas que estamparão a página. Saber administrar as críticas, respondê-las sempre que possível e necessário, além de resolver problemas diretamente pelas redes ajudam na consolidação da marca. “Na atual era, a grande moeda é a reputação. A transparência nunca foi tão absoluta quanto agora”, diz Giardelli.

Assiduidade

Manter certa frequência das postagens é importante, mas não se pode deixar de lado a qualidade da mensagem. Encher a linha do tempo com informações de pouco apelo pode ser prejudicial à marca. “As páginas com mais postagens ganham relevância nas redes na hora de aparecer nos feeds dos usuários, além de envelhecerem muito rápido. Também se deve ficar atento ao horário de maior participação do seu público”, afirma Waengertner.

Interatividade

Interagir com o usuário é fundamental para o sucesso de uma página. Por meio de mensagens que estimulem respostas e compartilhamentos ou até mesmo conversando com os seguidores na própria página, a empresa consegue se aproximar dos seus clientes e até conquistar uma imagem mais humana. “A reciprocidade é um conceito muito marcante na era digital e as pessoas gostam disso”, diz Giardelli.

Criatividade

Se diferenciar das outras páginas através de intervenções criativas pode chamar a atenção dos usuários para a sua marca. Utilizar o humor, a responsabilidade social e até mesmo temas do cotidiano no conteúdo da página traz ótimos resultados para a marca. “A criatividade é sair da mesmice e transportar o que está fora da rede para dentro. É transformar milhares de seguidores em milhares de consumidores”, afirma Giardelli.

Para Waengertner, o humor é uma boa saída, mas não deve ser a única. “Não se deve usar a criatividade apenas para isso, o pensamento deve ser de criatividade em cima da necessidade do cliente.”

Atualidade

Manter-se atualizado com os assuntos do momento e também com os formatos mais rentáveis potencializa ainda mais o alcance da página. Saber interagir com todas as plataformas e estar ligado com novas possibilidades que surgem a todo o momento significa estar um passo a frente da concorrência. “É importante não fazer apenas por fazer, mas pensar em um contexto que faça sentido para não perder relevância e nem sair do objetivo traçado pela marca”, diz Waengertner.

Foco

São inúmeras as opções de redes sociais para se criar perfis da empresa, mas a quantidade não deve ficar distante da qualidade. Cada mídia tem a sua particularidade e elas não devem ser tratadas e muito menos alimentadas com exatamente os mesmos materiais e formatos. Pode ser a mesma informação, mas trabalhada de forma diferente. “Cada rede social é uma vitrine, então todas devem estar organizadas de acordo com as suas características”, afirma Giardelli.

Linguagem

Definir uma forma de falar com o público e que transmita a essência da marca é uma das primeiras ações que a empresa deve ter em mente. Para facilitar isso, a empresa pode criar uma linha editorial que faça com que as postagens sigam a linguagem proposta, mas ainda continuando interessante para o público. “O conteúdo nas redes sociais está cada vez mais visual e curto. O grande desafio é ser simples sem ser simplista”, diz Giardelli.
É importante não esquecer que a imagem da marca é essencial para não cometer erros, segundo Waengertner. ”Atente-se ao seu DNA e trabalhe em cima disso.”

Definir público-alvo

A busca do público-alvo nas redes sociais deve ser empírica, ou seja, deve ser sentida no dia a dia das páginas. De acordo com Waengertner, a personificação pode auxiliar na definição de alvo. “Representar todo um grupo a partir da imagem de uma pessoa facilita a análise e a criação de estratégias para as páginas.”
Nem sempre as táticas utilizadas atrairão os consumidores desejados em um primeiro momento, mas os equívocos poderão fazer com que a empresa perceba nichos de clientes em potencial. “Esta procura deve ser algo empírico. Tem que se fazer, ajustar, fazer novamente e assim de forma sucessiva”, afirma Giardelli.

Medição

Muitas empresas focam a atenção na questão numérica – preocupam-se somente com quantidades de fãs, alcance da página e engajamento de seus seguidores. Algumas dessas companhias esquecem, porém, de analisar outros dados: economia de gastos que a rede social proporciona, quantidade de problemas resolvidos via página e até a fidelidade do consumidor nas mídias digitais. “Estamos em um lugar onde milhões de pessoas se perdem no tamanho da rede, então o mais importante é criar um bom programa de relacionamento”, diz Giardelli.

Acompanhar a concorrência

Monitorar o que a concorrência está fazendo em seus perfis ajuda a entender suas estratégias e até antever suas movimentações no mercado. Observar as empresas do Exterior, apesar de não estarem disputando os mesmos clientes, pode ajudar na criação de novas ideias para interagir com os usuários. “Infelizmente, no Brasil, todas as concorrentes estão praticamente iguais. É preciso inovar”, afirma Giardelli.

Criar políticas de uso

Caso sinta a necessidade, uma página pode criar um contrato de termos de uso e sem tirar o caráter de liberdade da rede social. Pode-se evitar palavrões, spams e propagandas, por exemplo, com uma política de uso simplificada e visível para os usuários. “Também é dever da empresa ensinar o público que liberdade não é sinônimo de libertinagem”, diz Giardelli. Waengertner afirma ainda que essas políticas não podem fugir do bom-senso. “Se criar muitos controles, pode prejudicar e inviabilizar as estratégias.”

Gerenciar crises na rede

Muitas empresas se atrapalharam no início das redes sociais e demoram a entendê-las – o que acabou prejudicando a busca por inovação. Isso, no entanto, não pode influenciar na questão de gerenciamento de reclamações e problemas que surgirem via mídias digitais. “Na medida em que se identificam situações prejudiciais cedo, evita-se que as adversidades se tornem negócios gigantes”, diz Waengertner.
Para Giardelli, a preocupação com as críticas dos usuários é fundamental, porém, o foco não deve ser apenas nelas. “Valorize quem mais gosta da empresa ao invés daqueles que já estão incrédulos. Escreva mais ‘obrigado’ e menos ‘desculpas’.”

 

Por André Jankavski
Fonte: Isto é Dinheiro

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